Quem já participou de uma trilha mais longa provavelmente conhece aquela sensação de chegar na metade do percurso e perceber que as pernas parecem mais pesadas do que deveriam. Nem sempre isso acontece por falta de preparo físico. Em muitos casos, a explicação está em algo bem mais simples: a alimentação.
Por que a alimentação é importante para o desempenho na trilha?
Apesar de receber menos atenção do que equipamentos e vestuário, o que se come antes de uma caminhada influencia diretamente na disposição ao longo do trajeto. E não é preciso montar um cardápio elaborado para perceber a diferença. Pequenas escolhas já costumam fazer bastante efeito.
Antes de sair para a trilha, por exemplo, vale a pena evitar tanto o jejum quanto os exageros. Há quem acredite que um café da manhã reforçado seja garantia de energia para horas de caminhada, mas uma refeição pesada pode acabar gerando desconforto justamente nos momentos em que o corpo mais precisa de leveza. Por outro lado, sair de casa sem comer nada também costuma cobrar seu preço.
Uma combinação simples, com frutas, pães, aveia ou ovos, normalmente atende bem a maior parte dos praticantes. O objetivo é chegar ao início da atividade alimentado, mas sem aquela sensação de ter acabado de sair da mesa.
Alimentação durante a trilha: como manter a energia
Conforme a caminhada avança, o organismo continua consumindo energia. Em percursos curtos isso pode até passar despercebido, porém trilhas mais longas costumam exigir alguma reposição. É por isso que alimentos pequenos e fáceis de transportar se tornaram quase uma tradição entre os trilheiros.
Não existe uma lista obrigatória. Algumas pessoas levam castanhas, outras preferem frutas secas, barras de cereais ou sanduíches preparados em casa. O que costuma mudar é a preferência individual. Com o tempo, cada praticante descobre o que funciona melhor para si.
Um detalhe curioso é que muita gente espera sentir fome para fazer uma pausa e comer alguma coisa. Nem sempre essa é a melhor estratégia. Quando a sensação aparece, o corpo já pode estar demonstrando sinais de queda de energia. Pequenas reposições ao longo do caminho geralmente trazem resultados mais satisfatórios do que esperar por uma refeição maior.
Hidratação em trilhas: tão importante quanto a alimentação
Se existe algo que merece tanta atenção quanto a comida, é a água. Quem frequenta ambientes naturais com regularidade costuma ouvir essa recomendação repetidas vezes, e não por acaso. A hidratação interfere no desempenho físico, na concentração e até na percepção de esforço durante a atividade.
Depois que a trilha termina, a alimentação continua desempenhando um papel importante. O corpo precisa recuperar parte do que foi utilizado ao longo das horas de caminhada. Não há segredo nisso. Uma refeição equilibrada, semelhante àquelas que fazem parte da rotina de muitas famílias brasileiras, costuma ser suficiente para atender essa necessidade.
Arroz, feijão, alguma fonte de proteína e legumes já representam uma combinação bastante completa para esse momento. Embora suplementos e produtos específicos apareçam com frequência nas redes sociais, eles estão longe de ser indispensáveis para a maioria das pessoas que praticam trilhas de forma recreativa.
Como manter uma boa alimentação outdoor?
No fim das contas, a alimentação outdoor está menos ligada a fórmulas complexas e mais relacionada ao bom senso. Comer de forma adequada antes de sair, levar opções práticas para o percurso e cuidar da recuperação depois da atividade são hábitos simples, mas que costumam fazer diferença. Muitas vezes, a lembrança de uma trilha agradável começa justamente por detalhes que passaram despercebidos durante o planejamento.
E se quiser se aprofundar ainda mais, não deixe de conferir o nosso post “Camping no outono: o que levar para acampar nesse período do ano?”!!
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